terça-feira, 22 de abril de 2008

E dói...



saudade | s. f.

saudade do ant. soedade, soidade, suidade < Lat. solitate, com influência de saudar

s. f.,
lembrança triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de as tornar a ver ou a possuir;

pesar pela ausência de alguém que nos é querido;

nostalgia;

dor | s. f.
dor do Lat. dolore

s. f.,
sofrimento físico ou moral;

mágoa, aflição;

pesar;

dó;

condolência, piedade;

remorso;


quinta-feira, 17 de abril de 2008

E fim?


Nunca pensei um dia chegar
E te ouvir dizer:
Não é por mal
Mas vou te fazer chorar
Hoje vou te fazer chorar

Não tenho muito tempo
Tenho medo de ser um só
Tenho medo de ser só um
Alguém pra se lembrar
Alguém pra se lembrar
Alguém pra se lembrar

Faz um tempo eu quis
Fazer uma canção
Pra você viver mais
Faz um tempo que eu quis
Fazer uma canção
Pra você viver mais

Deixei que tudo desaparecesse
E perto do fim
Não pude mais encontrar
O amor ainda estava lá
O amor ainda estava lá

Faz um tempo eu quis
Fazer uma canção
Pra você viver mais

quinta-feira, 10 de abril de 2008

E depois do tornado...


“Pouca coisa parece mais perturbadora do que o conceito de vazio.
Os gregos mostraram-se tão avessos à idéia do nada que foram incapazes de conceber o zero. "

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Sul...



E fui salva em outra madrugada..
Nos últimos tempos as noites estão sendo minha dor e minha redenção..
A grande maioria dos fatos importantes acontecem sob a luz da LUA
Nessa madrugada confirmei a importância de amigos, plagiando um amigo, como o pouco parece muito, quando é o pouco certo.
E meu pouco foi gigante..
Passar algumas horas com pessoas queridas não tem preço...
Mesmo que tão longe, minha madrugada foi alegre, divertida, estrelada..
Meu Cruzeiro do Sul voltou a brilhar com a devida intensidade
E sim.. eu sei onde é o meu lugar..
Sim, eu sei que não importa qual o tamanho da distância, quantas nuvens hajam no céu..
Meu Cruzeiro estará sempre lá pra me fazer encontrar o caminho de casa



Avião sem asa
Fogueira sem brasa
Sou eu, assim, sem você

Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola
Sou eu, assim, sem você...

Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim

Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim...

Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu, assim, sem você

Circo sem palhaço
Namoro sem amasso
Sou eu, assim, sem você...

Tô louco pra te ver chegar
Tô louco pra te ter nas mãos

Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração...

Eu não existo longe de você
E a solidão, é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo...

Por que? Por que?

Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu, assim, sem você

Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu, assim, sem você...

Porque é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim

Eu te quero a todo instante
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim...

Eu não existo longe de você
E a solidão, é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo...

domingo, 6 de abril de 2008

Por Enquanto

Por enquanto continuo aqui...
Vivendo minha realidade virtual
Com amigos virtuais, mas não menos verdadeiros...
Cada dia com suas dores, suas angústias, seus medos...
E quando chegar a hora... Ainda terei para onde voltar?
Meu Cruzeiro do sul não estará distante demais para ser meu guia?
Uma vez acreditei que nem a distância, nem o tempo seria capaz de me afastar do meu sul..
Mas com nó na garganta e aperto no coração.. Temo que perto do fim o pra sempre realmente acabe...


Mudaram as estações
Nada mudou
Mas eu sei que
Alguma coisa aconteceu
Está tudo assim
Tão diferente...

Se lembra quando a gente
Chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber
Que o pra sempre
Sempre acaba...

Mas nada vai
Conseguir mudar
O que ficou
Quando penso em alguém
Só penso em você
E aí, então, estamos bem...

Mesmo com tantos motivos
Pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar
Agora tanto faz
Estamos indo
De volta pra casa...

sábado, 5 de abril de 2008

Transformar o tédio em melodia

E quem disse que não existe esperança?
Semana ruim, dia ruim...
Apenas mais uma madrugada de insônia entre tantas outras...
E ao som de Cazuza encontrei a paz que tanto esperava
Brisa que veio de longe pra acalmar minha alma



"Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia

E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno antimonotonia

E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida
E o corpo inteiro como um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente não

Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria"

Ciranda da Bailarina

Procurando bem
Todo mundo tem pereba
Marca de bexiga ou vacina
E tem piriri, tem lombriga, tem ameba
Só a bailarina que não tem
E não tem coceira
Berruga nem frieira
Nem falta de maneira
Ela não tem

Futucando bem
Todo mundo tem piolho
Ou tem cheiro de creolina
Todo mundo tem um irmão meio zarolho
Só a bailarina que não tem
Nem unha encardida
Nem dente com comida
Nem casca de ferida
Ela não tem

Não livra ninguém
Todo mundo tem remela
Quando acorda às seis da matina
Teve escarlatina
Ou tem febre amarela
Só a bailarina que não tem
Medo de subir, gente
Medo de cair, gente
Medo de vertigem
Quem não tem

Confessando bem
Todo mundo faz pecado
Logo assim que a missa termina
Todo mundo tem um primeiro namorado
Só a bailarina que não tem
Sujo atrás da orelha
Bigode de groselha
Calcinha um pouco velha
Ela não tem

O padre também
Pode até ficar vermelho
Se o vento levanta a batina
Reparando bem, todo mundo tem pentelho
Só a bailarina que não tem
Sala sem mobília
Goteira na vasilha
Problema na família
Quem não tem


sexta-feira, 4 de abril de 2008

A pessoa errada

Pensando bem
Em tudo o que a gente vê, e vivencia...
E ouve e pensa...
Não existe uma pessoa certa pra gente,
Existe uma pessoa
Que se você for parar pra pensar
É, na verdade, a pessoa errada.
Porque a pessoa certa
Faz tudo certinho
Chega na hora certa,
Fala as coisas certas,
Faz as coisas certas,
Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas.
Aí é a hora de procurar a pessoa errada.
A pessoa errada te faz perder a cabeça,
Fazer loucuras,
Perder a hora,
Morrer de amor,
A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar
Que é pra na hora que vocês se encontrarem
A entrega ser muito mais verdadeira
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa
Essa pessoa vai te fazer chorar
Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas
Essa pessoa vai tirar seu sono
Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível
Essa pessoa talvez te magoe
E depois te enche de mimos pedindo seu perdão
Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado
Mas vai estar 100% da vida dela esperando você
Vai estar o tempo todo pensando em você.
A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo
Porque a vida não é certa
Nada aqui é certo
O que é certo mesmo, é que temos que viver
Cada momento,
Cada segundo,
Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo...
E só assim
É possível chegar àquele momento do dia
Em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo"
Quando na verdade
Tudo o que ele quer
É que a gente encontre a pessoa errada
Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente!

(Luis Fernando Veríssimo)

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Ecos

Outra noite, conheci o blog de um amigo de um amigo meu...
Distante, não?
Mas ao mesmo tempo..
Tão próximo em idéias, pensamentos..
Nessa era digital, em que tudo parece tão frio...
É onde me sinto mais segura e mais próxima do lar...
Onde a saudade é menor, a distância mais curta, a voz mais próxima e por alguns instantes parece que o "Por enquanto" foi para sempre...

E lembra daquele tal amigo de um amigo meu?
Faz muito tempo, em outra vida talvez, postou algo que ainda hoje permanece em sua alma...

Soneto do só

(Parábola de Malte Laurids Brigge)

Depois foi só. O amor era mais nada
Sentiu-se pobre e triste como Jó
Um cão veio lamber-lhe a mão na estrada
Espantado, parou. Depois foi só.

Depois veio a poesia ensimesmada
Em espelhos. Sofreu de fazer dó
Viu a face do Cristo ensangüentada
Da sua, imagem - e orou. Depois foi só.

Depois veio o verão e veio o medo
Desceu de seu castelo até o rochedo
Sobre a noite e do mar lhe veio a voz

A anunciar os anjos sanguinários...
Depois cerrou os olhos solitários
E só então foi totalmente a sós.

Vinícius de Moraes